Facebook, coronavírus e chineses. (Unsplash / Montagem)

Estou acostumado a ver o ajuntamento de pessoas que, em pleno exercício de seus direitos, saem pelas ruas de diversas cidades em diferentes países protestando, resistindo ao sistema, ao status quo, à “Matrix”, ao establishment, ou qualquer outra instância pela qual designe a insatisfação do determinado grupo.

E durante esse isolamento social global, cuja crise não tem precedentes na história, surgiram muitas lives de diversos youtubers e intelectuais que intensificaram críticas desconcertantes à suposta tentativa de implantação da nova ordem mundial. Mas será sempre assim? Até quando teremos a liberdade de usar as redes sociais para “resistirmos”?

O que desconfio, portanto, é que os dias dessas liberdades e atividades intelectuais estão contados. Quando olhamos discretamente para um passado sombrio, conseguimos ter uma ideia do que nos aguarda num futuro incerto; pois, como disse o Pregador, o “que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1.9 – grifo nosso).

Os regimes totalitários do século XX foram os grandes laboratórios cujas experiências resultaram em um ensaio magnus para a fugaz, mas cruel, tirania final do anticristo; e, como sinaliza a Bíblia, sou tentado a acreditar na inevitável repetição desse regime. Só que agora em escala global.

O termo “totalitarismo” é usado para definir os governos tirânicos da primeira metade do século passado, precisamente o comunismo soviético e o nazismo alemão, que, dada a especificidade da sua violência, seus teóricos não encontraram na história da política ou do direito ocidental qualquer classificação que pudessem abarcá-los. Este regime se distingue da tirania e do autoritarismo medieval por eliminar qualquer tipo de liberdade humana.

Conforme observa Hannah Arendt[1], todo governo totalitário é precedido por um tipo de movimento totalitário cujo fim é o seu estabelecimento. Mas, uma vez cumprida a sua tarefa, esse movimento é dissipado. E é aqui que o nosso problema começa efetivamente a aparecer.

Ao estudar alguns aspectos da história política recente, logo percebo a importância do aviso do nosso Senhor: “acautelai-vos, que ninguém voz engane” (Mateus 24.4). E quem está por trás deste engano[2] é simplesmente aquele que transferirá toda a sua astúcia de mentira para o iníquo, assinalado pelo apóstolo Paulo[3].

Da mesma forma, toda a obra de implantação de regimes totalitários repousa na mentira, pois mentir “ao mundo inteiro de modo sistemático e seguro só é possível sob um regime totalitário”, e julgo que qualquer relação entre esse regime e o “pai da mentira” não pode ser mera coincidência.

A principal característica do movimento totalitário é a arte de propagar a perversidade transvestida de entretenimento. E a propaganda é o instrumento perfeito para enfrentar o mundo não totalitário. Ela é o único meio capaz de fazer a ficção se tornar “realidade”. Mas quando essa finalidade é alcançada, a propaganda se revela inútil.

A propaganda do anticristo tem se manifestado nos mais diversos meios de comunicação, como telejornais, telenovelas, livros didáticos, rádio, cinema etc. O cinema é um instrumento especial de propaganda por ter a capacidade de apresentar o totalitarismo do anticristo de forma pormenorizada. Mas o corolário deste totalitarismo geralmente aparece como total aniquilamento da humanidade.

 

Fonte:https://www.gospelprime.com.br/isolamento-redes-sociais-e-o-poder-do-anticristo/

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